Uma série de ataques e tiroteios mataram pelo menos 24 pessoas na madrugada deste sábado e deixou dezenas de feridos no Paquistão, lançando sombra sobre as eleições gerais do país, que deve levar 86 milhões de pessoas às urnas. Uma bomba explodiu nas imediações de um escritório do secular Partido Nacional Awami em Karachi, no Sul do Paquistão, duas horas antes do início da votação, destruindo veículos e lojas, segundo a polícia. O alvo do ataque seria o candidato regional da ANP Amanula Mehsud, que saía do escritório de seu partido no momento da explosão, mas nada sofreu.
Esta é décima eleição no país desde 1970, mas a primeira transição entre os governos civis em um país governado pelos militares por mais da metade de sua história, atormentada pelo Talibã, por corrupção, infraestrutura decadente e uma economia quase falida.
O comparecimento às urnas foi muito forte em várias cidades, apoiando as previsões de elevada participação dos eleitores e a votação foi prorrogada por uma hora, terminando às 18h (11h de Brasília).
Ao contrário de eleições anteriores, em que a inteligência militar foi acusada de manipulação de votos e intimidação, nesta a participação militar aconteceu no patrulhamento das seções eleitorais e tentativa de segurança dos eleitores, apesar dos atentados.
Fonte: DIÁRIO DE PERNAMBUCO
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