PSol pede cassação do mandato de vice-governador do novo ministro de Dilma


Indiferente à polêmica em torno de sua dupla função administrativa – como vice-governador de São Paulo e, agora, como membro do governo Dilma Rousseff –, o novo ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, tomou posse ontem no comando da pasta afirmando que só renunciará ao posto de vice do governador tucano, Geraldo Alckmin, “por decisão judicial”. No mesmo dia, o deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL) encaminhou ofício à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa pedindo a cassação do mandato de Afif. Ele já havia protocolado um requerimento no Ministério Público de São Paulo para que o órgão analisasse o caso do vice-governador. 

“Eu não sirvo a dois senhores. Eu sirvo a uma causa com que os dois senhores concordam”, disse Afif, que, no passado, se destacou na oposição ao governo e colecionou críticas à administração federal petista, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu adversário na corrida presidencial de 1989, e até mesmo à presidente Dilma Rousseff.

Foi justamente a própria biografia e o que chamou de “proximidade” com a presidente Dilma que Afif invocou ao justificar sua nomeação para a recém-instalada secretaria, criada especialmente para abrigar o PSD na base de sustentação do governo. O novo ministro, contudo, refutou a hipótese de o partido passar a compor oficialmente a base aliada apenas por ter conquistado um posto na Esplanada. “O PSD apoia a reeleição da presidente Dilma sem que isso signifique a troca de cargos”, afirmou.

O deputado do PSOL argumentou no requerimento à Mesa Diretora da Assembleia que Afif comete um crime de responsabilidade contra a administração pública "ao deixar em segundo plano a função de vice-governador" para assumir a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, pasta com status de ministério do governo federal. Para Gianazzi, ao se subordinar ao governo petista, Afif atenta contra a autonomia do Estado. No documento, ele também registra que essa atitude é contraditória, porque Afif foi eleito na chapa do tucano Geraldo Alckmin, que é de um partido "com ideologia e políticas públicas opostas" às do governo federal.
O fenômeno da dupla função de Afif é alvo de duras críticas dentro do PSDB. O vice-presidente do partido, Alberto Goldman (SP), classificou a situação como “politicamente inaceitável” em seu blog. O governador, entretanto, evita acirrar os ânimos e chegou a parabenizar a presidente, em nota, pela nomeação de Afif.

Fonte: DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Postar um comentário

Seu comentário será submetido a análise, se aprovador estaremos publicando-o em breve.

Postagem Anterior Próxima Postagem
Responsive Advertisementjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj