ADUTORA E RAMAL DO AGRESTE VÃO GERAR EMPREGOS EM PERNAMBUCO

Com um orçamento estimado em R$ 4 bilhões , a Adutora do Agreste e o Ramal do Agreste, dois grandes projetos de abastecimento de água que serão executados pela Compesa, devem gerar mais de  4.000 empregos em Pernambuco. A intenção do governador Eduardo Campos é que essas frentes de trabalho sejam preenchidas por mão de obra pernambucana e por isso recomendou ao presidente da companhia, Roberto Tavares, que procurasse a Secretaria do Trabalho,Qualificação e Empreendedorismo (STQE) para a elaboração de um programa de qualificação desses profissionais. A primeira reunião ocorreu, na sede da Compesa, entre o presidente da estatal e a secretária-executiva de Trabalho e Qualificação, Ângela Mochel. Uma próxima reunião está sendo agendada para formatação do perfil dos profissionais necessários, a negociação com o consórcio já vencedor da Adutora do Agreste e o cronograma da capacitação, envolvendo cursos e treinamentos.
Já se sabe que as obras irão absorver carpinteiros, ferreiros, serventes, encanadores, eletricistas e operadores de máquinas pesadas, entre outras categorias. Esses profissionais atuarão inicialmente no projeto da Adutora do Agreste, cujas obras da primeira etapa já foram iniciadas. Essa adutora irá levar água do Rio São Francisco para 68 municípios do Agreste e 80 localidades, beneficiando mais de 2 milhões de pessoas. A previsão é concluir todas as etapas dos lotes 1 a 4 em dois anos. Além da adutora de 1,3 mil km de extensão, serão construídos um moderno sistema de bombeamento (estações elevatórias) e uma estação de tratamento de água com capacidade de tratar 4 mil litros de água por segundo.
O Ramal do Agreste, que é uma derivação do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco, será colocado em licitação pela Compesa ainda neste mês de julho. A previsão é executar a obra, que será concentrada entre os municípios de Arcoverde e Sertânia, em três anos. Com investimento previsto de R$ 1,5 bilhão, o empreendimento terá a construção de duas barragens, seis túneis (16 km de extensão), cinco aquedutos (1,9 km), obras viárias para acesso aos canais e uma adutora de 7,14 km de extensão.
Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, a preocupação do governador é que esses investimentos não tragam apenas o benefício da água, mas que a execução dessas ações permita a geração de emprego e renda para os pernambucanos. “Iremos formar profissionais ou capacitá-los para que eles possam desempenhar bem as suas funções nestes projetos ou em outros que serão realizados em Pernambuco”, complementou.
Para a secretária-executiva de Trabalho e Qualificação, Ãngela Mochel, a  preocupação do governo em criar e preservar empregos em Pernambuco é muito importante para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, assim como contribuir para movimentar a economia do Estado. “Esse programa de qualificação de mão de obra tem gerado frutos positivos, a exemplo da obra do Estaleiro, que empregou 92% de pernambucanos, e a Refinaria, 74%”, observou.
Fonte: Compesa

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