Um Terço do dinheiro dos amistosos da seleção ia parar na conta do presidente do Barcelona

Um terço do dinheiro dos amistosos da seleção, ia parar na conta do presidente do Barcelona. Por coincidência, amigo íntimo de Ricardo Teixeira. Denúncia gravíssima que Aldo Rebelo tem a obrigação de investigar. É a desmoralização do futebol brasileiro…

A acusação é gravíssima, parte dos cachês milionários da seleção não chegava ao Brasil,
era desviada para os Estados Unidos, Ia repousar na conta do atual presidente do Barcelona, Sandro Rosel.

Ele foi representante da Nike no Brasil, e amigo íntimo de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. A história é surreal, parece extraída de um livro de Ian Fleming. O autor de 007 iria se inspirar nesta vergonhosa trama, Ricardo Teixeira quis seguir o mesmo caminho da Argentina. E centralizar a negociação de amistosos do Brasil. 

Nada de fechar a transação com dirigentes de cada país. Não a solução para Teixeira foi fechar um acordo com a ISE.

Uma empresa ilibada com sede nas Ilhas Cayman, as ilhas são um paraíso fiscal. Ou seja, fortunas são depositadas de forma anônima. E sem exigir a confirmação da origem do dinheiro. Como a CBF é uma entidade privada, Teixeira fez o que quis, sem dar satisfação a ninguém. Fechou um contrato com a ISE. Mas a ISE acertou outra negociação, e repassou 24 amistosos do Brasil para a empresa Uptrend Development LLC.

Quem assinava o acordo em nome da Uptrend? Alexandre R. Feliu, ou Sandro Rosell Feliu, para os íntimos, sim, a mesma pessoa, o mesmo presidente do Barcelona parece pura ironia, provocação...

"O esquema funcionava da seguinte forma: a partir de cada jogo, eram repassados para a ISE como lucros da partida cerca de US$ 1,6 milhão. Desse total, US$ 1,1 milhão seguia de volta para a CBF como pagamento pelo cachê.
Mas o restante – cerca de US$ 500 mil – não era contabilizado para a entidade.
US$ 450 mil seriam encaminhados para contas nos EUA, em uma empresa de propriedade de Rosell.
No total, o contrato aponta que, por 24 jogos, o valor previsto para o pagamento seria de 8,3 milhões de euros (US$ 10,9 milhões) para a empresa nos EUA."

A denúncia documentada é do jornal Estado de S.Paulo, assinada por Jamil Chade, correspondente na Suíça, o país europeu que é infestado de inimigos de Teixeira. A ISE é controlada por árabes, logo eles fizeram acordo com o grupo suíço Kentaro para organizar os amistosos. Sandro Rossell já é investigado pela Polícia Federal brasileira, por causa do amistoso entre Brasil e Portugal em 2008. Os gastos foram considerados irreais pelo jogo, R$ 9 milhões acabaram sendo pagos a uma empresa de nome Ailanto, a empresa com sede no Rio de Janeiro tinha um capital apenas de R$ 800,00. Foi criada um mês antes do amistoso, e estava no nome de Sandro Rossell.

Ricardo Teixeira teria indicado a Ailanto para o governo brasileiro, e ela cuidou do amistoso, cobrando R$ 9 milhões por isso, pouco antes de se exilar da CBF, Ricardo Teixeira tomou uma decisão, amarrou todos os amistosos da seleção até 2022, com a ISE e a Kentaro.

José Maria Marin diz que nada pode fazer, os contratos são legais e tem a obrigação de honrá-los, se não, pode ser processado pelos árabes e suíços, quanto ao desvio de dinheiro, acusado pelo Estado, se defende.

Diz que não sabia como eram feitas as transações antes de assumir. A ISE já adiantou que vai querer ficar com a seleção até 2022, ela lucra demais com a bilheteria e a transmissão das partidas, não importam as acusações, advogados garantem que a CBF é uma empresa particular, portanto cobra e dá comissão para quem quiser, na situação surreal, ninguém será punido.

Dois homens lucram com o futebol brasileiro, e todos são obrigados a assistir de braços amarrados, por isso que a CBF não será estatizada nunca, sendo privada está livre para negociar como quiser, o máximo que a Polícia Federal pode fazer é muito pouco.

Verificar se parte do dinheiro entrou no Brasil, se foram pagos os impostos, e deixar a vida seguir, a denúncia é gravíssima, revolta.

Saber que um terço que a seleção ganhava ia direto à conta de Rossell, com tantos clubes falidos no País e esta festança acontecendo, que o Ministério dos Esportes se manifeste, é estarrecedor.

Desmoraliza o futebol brasileiro como um todo, a imprensa espanhola já está atrás de explicações de Rossell, e Ricardo Teixeira continua exilado na sua mansão em Boca Raton.

Não tem o menor problema para manter sua altíssima qualidade de vida, é um homem de sorte, que sabe escolher muito bem seus amigos...

Fonte: R7

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