O adeus de Arlindo dos 8 baixos

Velório do mestre foi marcado por grandes homenagens de familiares, amigos e artistas

Dezenas de pessoas compareceram para dar o
último adeus ao mestre Arlindo dos 8 Baixos
Enquanto a música "Em cima da linha" entoava o plenarinho da Câmara dos Vereadores do Recife, nesta quinta (24), familiares de Arlindo dos Oito Baixos, amigos e artistas trocavam memórias sobre o mestre, falecido na última quarta em decorrência da diabetes. Outras composições do sanfoneiro estiveram presentes durante o velório, que vai seguir para o Cemitério de Santo Amaro, às 16h, onde ocorre o sepultamento.

"Nós temos uma relação desde 1985. Ele era um grande amigo do meu pai e que este dia seja de homenagens", comentou o presidente da Câmara, Vicente André Gomes. Filho do grande mestre, Arlindo Ramos Júnior relembra a felicidade do pai diante as dificuldades. "Apesar da doença, ele nunca se omitiu em tocar. Ele era o único do Recife que tocava a sanfona de oito baixos e foi o instrumento que o alimentou todo esse tempo".

Emocionado, Santana compareceu ao cortejo e lembrou de como Arlindo o ajudou no começo de carreira. "Eu passava os fins de semana na casa dele. Ele sempre foi prestativo quando comecei. Nunca quis o dinheiro, sempre demonstrou seu amor pelo fole de oito baixos e que isso seja inspiração para os sanfoneiros de hoje".

Outros companheiros de Arlindo também falaram sobre o legado. O músico Severino dos 8 Baixos ressaltou a vontade do sanfoneiro de voltar a tocar. "Mês passado ele estava melhor, disposto a começar a fisioterapia pra poder voltar a tocar. Um grande amigo que vai fazer uma falta enorme". Já Carlinhos Monteverde pontuou o engajamento político do mestre. "Era uma pessoa maravilhosa que estava ligada às políticas do cenário musical. Conversava sobre a situação dos artistas, mas adorava também brincar com todos, sorrir, apresentar novos artistas em seu quintal. Não se focava na doença, mas sim na música, em sua qualidade".

Arlindo deixa uma obra vasta para Pernambuco. Em seu quintal, onde acontece o Forró do Arlindo, a família não descarta a ideia de um memorial. Mas para seu filho, Arlindo Júnior, "a sanfona de oito baixos ficou muda".

Fonte: FolhaPE

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