Se a seleção brasileira dos últimos anos pecava tanto pela falta de resultados positivos, quanto pela falta de identidade, o retorno de Luiz Felipe Scolari como técnico resolveu os dois problemas. O treinador não só resgatou a auto-estima abalada dos jogadores, como também montou um grupo sólido, vencedor e, principalmente, aguerrido. Da maneira que o comandante pentacampeão aprecia.
Mais um exemplo do Brasil exalando raça por todos os poros foi dado nesta noite de terça-feira, no Canadá. Diante do Chile, que vive notável evolução, a Canarinho não foi soberana, tampouco goleou o adversário, um eterno freguês. Mas mostrou transpiração de sobra para derrotar um oponente que fez jogo duro e acabou perdendo apenas por 2×1, com gols de Hulk e Robinho, para os brasileiros, e Vargas, para os visitantes.
Assim como foi na conquista da Copa das Confederações, o Brasil avançou a marcação. Partiu para o ‘abafa’, fazendo pressão na saída de bola adversária. Neymar, exagerando no individualismo, perdeu boas chances de gol e de criação de jogadas. Mas era questão de tempo até a equipe abrir o placar. Ainda que as redes só fossem balançadas graças a um erro dos chilenos.
Gonzáles errou na saída de bola, tocando para Oscar. O meia deu um passe cruzado para Hulk, que entrava em velocidade na área, pela esquerda. O atacante dominou e encheu o pé para estufar o gol adversário. Em desvantagem no placar, os chilenos se organizaram taticamente e impediram um crescimento da seleção brasileira na primeira etapa.
No segundo tempo, Felipão fez alterações significativas: trocou Jô por Robinho, Hulk por Ramires, Oscar por Willian e Thiago Silva por Dante. Afinal, o amistoso era o último desafio do ano e testar opções se fazia necessário. Quando a equipe começava a se encaixar, o Chile conseguiu o empate. Após chutão do goleiro Bravo, a bola sobrou para Vargas, que bateu bonito e igualou o marcador.
Era o que o Brasil precisava para despertar de vez na partida. A raça do início do jogo foi retomada. Neymar, que fazia partida apagada, chamou o protagonismo para si. Chegou a marcar um gol de letra, que foi corretamente anulado. Pouco depois, quase marcou um golaço, após dar dois banhos no goleiro Bravo, mas a zaga adversária afastou. Era um sinal de que o segundo gol sairia em breve.
Mais uma vez, Neymar chamou o jogo. O atacante arrancou pelo meio e abriu para Maicon, que passava pela direita. O lateral mandou um cruzamento certeiro para Robinho, que cabeceou com precisão para o gol e recolocou o Brasil na frente. O mesmo Robinho quase marcou o terceiro, mas o placar permaneceu inalterado até o final.
A vitória sobre o Chile coroou um ano exageradamente vencedor da seleção brasileira. Na temporada, o Brasil venceu, com autoridade, forças como Espanha, França e Itália. Em 19 jogos no ano, foram 13 vitórias, quatro empates e somente duas derrotas. Além disso, a equipe conquistou a Copa das Confederações, no meio do ano.
ATUAÇÕES:
Júlio César: Não chegou a ter tanto trabalho assim, mas, a despeito do bom chute de Vargas, nem se mexeu no lance – 5
Maicon: Como de praxe, atuou em alto nível pela seleção. Foi decisivo ao cruzar a bola para Robinho fechar o placar – 6,5
Thiago Silva: Seguro como sempre, não deu espaço para os chilenos e foi substituído cedo – 6
(Dante):Não comprometeu, apesar de não exibir o mesmo nível de Thiago Silva – 5
David Luiz: Inteligente ao impedir os contra-ataques adversários, ainda peca pelo excesso nos desarmes – 5,5
Maxwell: Atuação novamente razoável do lateral. Não acrescentou, mas também não comprometeu – 5
Luiz Gustavo: Seguro nos desarmes, teve atuação regular na partida – 5
Paulinho: O ‘motor’ do time. Não apareceu na área adversária para finalizar, como de costume, mas foi bem novamente – 6
(Hernanes): Nem teve tanto tempo de jogo, nem pôde mostrar muita coisa – Sem nota
Oscar: Apesar de um pouco apático, foi dele que saiu o passe para o primeiro gol – 6
(Willian): Entrou bem novamente, dando movimentação ao ataque quando o setor encontrava-se ‘engessado’ – 6
Hulk: Autor do primeiro gol, atuou com a disposição de sempre, apesar de ter sido substituído cedo – 6,5
(Ramires): Entrou para ampliar o volume de jogo da equipe e foi bem-sucedido – 6
Jô: Apagado, também não chegou a receber boas bolas para finalizar. Saiu de campo cedo – 4,5
(Robinho): Mostrou uma determinação poucas vezes vista. Foi premiado com o gol da vitória – 7
Neymar: Fraco no primeiro tempo, cresceu assombrosamente após o gol de empate do Chile, iniciando a jogada do segundo gol – 7
(Lucas Leiva): Teve pouco tempo para mostrar o seu futebol – Sem nota.
Fonte: Blogdeprimeira
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