A população do município de São Vicente Férrer está vivenciando um verdadeiro caos, desde o início do ano porque o orçamento de 2014, previsto em R$ 50 milhões, foi rejeitado pela Câmara de Vereadores, em dezembro. Como consequência, não há dinheiro para pagar nada e serviços de limpeza urbana e transportes de pacientes para unidades de saúde, por exemplo, estão paralisados.
O prefeito Flávio Regis (PSDB) enviou, no último dia 2, um pedido de crédito suplementar com o mesmo valor, mas ainda não houve acordo com a bancada de oposição, que é maioria (cinco contra quatro governistas). Na última quarta-feira (8), o gestor disse que há um movimento político por trás desta atitude.
“Os vereadores pensam que estão prejudicando Flávio Regis, quando na verdade estão prejudicando o povo vicentino. Orçamento não é para o prefeito, e sim para executar os serviços públicos em benefício da população”, acusou. O tucano afirmou que a cidade está em tensão por conta do impasse. “Os funcionários estão sem receber, as ruas estão cheias de lixo. Mais de mil pessoas foram para a frente da Câmara pedir que a situação seja resolvida”, enfatizou.
Ontem houve mais uma sessão extraordinária na Câmara para apreciar o pedido de autorização da Prefeitura para abrir um crédito especial no valor de R$ 50 milhões, porém nenhum oposicionista compareceu. Os vereadores alegam que não aprovaram o orçamento proposto pelo prefeito como forma de pressioná-lo a ter mais transparência na prestação de contas. A líder da oposição, Silvana Cavalcanti (DEM), relatou que não recebeu nenhuma informação do Executivo referente aos gastos de 2013. “Solicitamos informações ao prefeito sobre os gastos referentes ao ano passado e até agora não tivemos retorno”, enfatizou.
Ela informou que recebeu o projeto na manhã de quarta (8) e que até esta sexta-feira (10) entrará com uma emenda modificando alguns pontos do projeto de crédito. “Um dos pontos principais é diminuir o valor em 15%”, avisou. Flávio Regis rebateu as críticas. “A oposição não desceu do palanque, e não perceberam que o tempo de campanha já passou. Eles não assimilaram a minha vitória”, analisou o gestor.
Fonte: Folha PE

