Na comunidade Coqueiral, bairro do Totó, localizado na Zona Oeste do Recife, a dona de casa Luciana Marcelino da Fonseca, de 39 anos, tentou atravessar o rio Tejipió, com um bebê de um ano e quatro meses, e acabou se desequilibrando e caindo da ponte do Totó. De acordo com vizinhos, populares chegaram a entrar no rio e conseguiram resgatar a criança, que foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Curado. Já a mulher, não foi localizada pela população.
Segundo o pai da criança, o ajudante de pedreiro Armando Coelho da Silva, de 45 anos, informou que morava com Luciana havia seis anos. Ele relatou que estava na casa de uma mulher fazendo serviços e quando chegou em sua casa, sua esposa começou a discutir com ele, alegando que ele estaria com outra mulher, pois estaria demorando muito pra retornar. Na confusão, ela decidiu o denunciar na delegacia. Questionado sobre o motivo da denúncia, ele defendeu que não a agredia fisicamente, no entanto, os vizinhos sempre intervinham em suas discussões, pois ambos tem problemas mentais. Ainda de acordo com o seu relato, o acidente aconteceu durante a volta, quando ela se sentiu tonta, desmaiou e caiu no rio.
Depois do acidente, os moradores acionaram o Corpo de Bombeiros (CB) que chegou ao local no fim da tarde, com uma equipe de mergulho pronta para realizar as buscas. Mas, ao chegarem ao local, não puderam mergulhar. Segundo a moradora Fabiana Cristina, de 35 anos, eles informaram que a correnteza estava muito forte e que não entrariam no local. Mesmo com o pedido da comunidade para que entrassem com o bote, os bombeiros seguiram para onde o rio deságua. No entanto, ao chegarem no local, encontraram muito lixo e entulho acumulado, impossibilitando a entrada para buscas.
Como já passava das 18h, os bombeiros decidiram encerrar as buscas, que serão reiniciadas nesta sexta-feira (14) pela manhã, quando eles levarão um equipamento para ajudar na retirada dos entulhos para tentarem achar o corpo da mulher. Com as buscas encerradas, os moradores fecharam a ponte de acesso aos carros na comunidade, mas, com a chegada da Polícia Militar, liberaram a via. Segundo a moradora, essa não é a primeira vez que isso acontece no local. Em um ano, esse já é o terceiro caso de pessoas que caem no rio e só acabam sendo encontradas quatro ou cinco dias depois do incidente.
