Este espaço destinado às notícias do Náutico só não está em branco por causa do gerente de futebol, Lúcio Surubim. Depois de os atacantes Hugo e Leleu, além do zagueiro Luiz Alberto, dizerem não aos microfones da imprensa, o dirigente veio a público explicar apenas uma parte do que deveria ser explicado. Primeiro: ninguém sabe o motivo da recusa do trio. Segundo: está previsto, numa espécie de regimento interno do clube, uma multa se o motivo não convincente.
Como estava numa conferência com a diretoria, Surubim não conversou com os jogadores mas explicou o funcionamento da cartilha interna. Ela foi distribuída a todos no final de janeiro e um dos pontos abordados é o atendimento à imprensa, que por extensão, chega ao torcedor. “Temos um regulamento interno para esse ano e vamos conversar com eles para saber os motivos. Todos sabem suas obrigações e direitos. A multa é financeira”, disse. O gerente só não vaticinou a posição porque quer ouvir os três. “Vamos conversar até amanhã para tomar providências”, pontuou.
A ‘auto-mordaça’ veio no dia seguinte à derrota por 1×0 para o Sergipe, pela primeira fase da Copa do Brasil. A volta desse jogo está marcada para o dia 2 de abril, na Arena Pernambuco. Porém, esta mesma data prevê um dos jogos das semifinais do Campeonato Pernambucano. Entre a ironia e a ameaça, Lúcio lembrou que na próxima quarta-feira (19) o Náutico não tem compromisso.
“Todo mundo sabe disso (do choque de datas). Ou estão achando que o Náutico não fica entre os quatro ou não sei o que estão esperando. Ou seja, mais uma vez o Náutico vai ser sacrificado. Mas eles sabem que se tomam medidas, sentiram na pele. (O Náutico) não vai aliviar como aliviou na tabela do Campeonato Pernambucano”, avisou.
DISPENSA - O primeiro jogador dispensado da era Lisca é o zagueiro Leo Kanu. O jogador já vinha treinando em separado e está autorizado para resolver os trâmites burocráticos de seu desligamento. “Conversamos com o empresário dele e chegamos a um acordo”, disse Surubim.
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