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| Crislan aproveitou bobeira da defesa do Vila para marcar o gol da vitória. Foto: Carlos Costa/Futura Press |
O time alvirrubro ainda sofreu durante o segundo tempo, já que teve o zagueiro Mário Risso expulso aos 14 minutos, mas soube suportar a pressão territorial do adversário. O triunfo deixou os pernambucanos em décimo lugar, com 31 pontos.
A proposta das duas equipes foi bem parecida. Embora a posição nada agradável – lanterna – o Vila hesitava em tentar pressionar o Náutico. Por sua vez, o time pernambucano optou por jogar no erro do adversário e, por isso, postou-se todo atrás da linha da bola para surpreender nos contra-ataques. Com uma equipe com medo de levar contra-ataque e outra justamente pronta para isso, o jogo desenrolou-se morno até o erro fatal.
Aos oito minutos, o Vila errou na saída de bola e Crislan aproveitou para invadir a área e tocar na saída do goleiro Cléber Alves. Exatamente da maneira que o Náutico desenhava. Com a estratégia dando certo não havia motivo nenhum para mudar. Por isso, o timbu não acelerou o ritmo e deixou tudo lento como antes do gol. O Vila, com seus jogadores cheios de dedos para arriscar alguma jogada, afundou ainda mais na própria falta de confiança.
A tranquilidade era tão grande que entre os 20 e 30 minutos o Náutico relaxou a marcação no meio de campo e viu o adversário levar perigo. A jogada mais perigosa saiu aos 24 quando Júnior Xuxa rolou para o meio da área e Caio chutou rasteiro. A bola bateu no terreno e explodiu no peito de Júlio César. Nos 15 minutos finais, o time pernambucano retomou as rédeas da partida mas poderia ter forçado mais o erro do Vila para ampliar o placar.
O técnico Márcio Goiano guardou para o segundo tempo a dose de ousadia que o Vila Nova precisava. O time da casa veio com o atacante Mateus Anderson no lugar do zagueiro Gustavo. Apesar de ter mais gente no setor ofensivo, o Náutico tinha a defesa bem posicionada e também beneficiada pela falta de mobilidade dos homens de frente do rival.
Por isso, o único susto nos primeiros 15 minutos foi uma falta batida por Christiano que Júlio César espalmou. Apesar desse susto, tudo corria do jeito que o Náutico gostaria até Mário Risso tomar o segundo cartão amarelo – justo, diga-se de passagem – e ser expulso. Dado Cavalcanti tirou Cañete, que àquela altura quase não tocava na bola, para acionar um jogador de marcação, Marcone.
De seu lado, Márcio Goiano vez o inverso. Tirou um lateral para colocar um meia. Era praticamente impossível o Vila não tomar conta do campo. E assim os de branco fizeram. Só que a falta de mobilidade não mudou e o time goiano só conseguia levar perigo em chutes de longa distância. O Náutico arriscou pouco porque tinha pouca gente para puxar o contra-ataque. Quem chegou mais perto foi Vinícius, que arrancou sozinho pela esquerda aos 31 minutos para chutar para fora.
Nos minutos finais, o Vila Nova pressionou usando os lados do campo mas as bolas eram sempre rebatidas pela defesa timbu.
Fonte: Blog do Torcedor
