Primeiro teste, realizado na última sexta, deu negativo. Segundo teste terá seu resultado divulgado nesta segunda. Probabilidade de dar positivo é "baixíssima".
O africano Souleymane Bah, de 47 anos, primeiro paciente internado no Brasil por suspeita de ebola, teve sangue coletado para o exame de contraprova no fim da manhã deste domingo (12), por médicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fundação Oswaldo Cruz. O material, lacrado numa caixa com quatro camadas de proteção, foi encaminhado para embarque às 14h.
A previsão é de que chegaria à noite ao Instituto Evandro Chagas em
Belém do Pará, laboratório de referência para o ebola. O primeiro teste,
realizado na última sexta-feira (10), deu negativo. O segundo exame
levará 24 horas para ficar pronto - a previsão é de que o resultado seja
conhecido somente na noite deste segunda-feira (13).
Os médicos consideram que a possibilidade de o teste dar positivo é
"baixíssima", já que desde sexta-feira, quando chegou ao INI, Souleymane
não tem nenhum sintoma - nem febre, nem dor no corpo.
A infectologista Marília Santini, uma das médicas responsáveis pelo
atendimento ao africano, explica que o protocolo de enfrentamento à
doença exige a realização de dois exames porque, num primeiro momento,
mesmo que o paciente tenha a febre hemorrágica, o resultado pode dar
negativo porque há pouca quantidade do vírus no organismo. No segundo
teste, essa quantidade é maior e então é possível confirmar a doença
laboratorialmente.
Não parece ser o caso de Souleymane. Marília e o infectologista José
Cerbino, que o atendem no INI, disseram que não há nenhuma documentação
médica de que ele tenha tido febre - apenas o relato do paciente aos
médicos da Unidade de Pronto Atendimento de Cascavel (PR).
Clinicamente, Souleymane pode receber alta assim que sair o resultado do
exame. A saída dele do hospital depende de que o Ministério da Saúde
providencie a volta do africano para Cascavel.
De acordo com a assessoria de Imprensa da Fiocruz, o estado de saúde de
Souleymane permanece bom. Ele ainda está isolado numa das alas do INI.
Quatro vezes por dia uma equipe restrita, formada por médico, enfermeiro
e profissional de limpeza, entra na área de isolamento para medir
temperatura, entre outros procedimentos. Ele se alimenta normalmente e
assiste à tevê para passar o tempo.
