Morales venceu as eleições em oito dos nove
Estados bolivianos, incluindo Santa Cruz, um centro do agronegócio que
era reduto da oposição.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, comemorou a reeleição para o
terceiro mandato no domingo (12), apesar da contagem oficial de votos
não ter chegado ao fim. Segundo pesquisa do instituto Ipsos, encomendada
pela rede de TV ATB, Morales venceu o pleito com 60% dos votos. Seu
principal concorrente, o magnata do cimento Samuel Doria Medina, teria
recebido um quarto dos votos.
A contagem recomeçou no início desta manhã e deverá trazer os primeiros resultados oficiais ainda nesta segunda-feira (13).
Apesar disso, os partidários de Morales foram às ruas celebrar a
conquista e o presidente fez um discurso de vitória na sede do governo,
em La Paz. Em sua declaração, Morales dedicou a reeleição a Fidel Castro
e a Hugo Chávez, líder venezuelano morto em 2013.
"Foi um triunfo dos anti-colonialistas e anti-imperialistas", afirmou.
"Vamos continuar crescendo e dar seguimento ao processo de libertação
econômica". Doria Medina, seu principal opositor, também assumiu a
derrota na noite do domingo e prometeu "continuar trabalhando por um
país melhor".
Morales venceu as eleições em oito dos nove Estados bolivianos,
incluindo Santa Cruz, um centro do agronegócio que era reduto da
oposição. Segundo o Ipsos, o presidente recebeu 51% dos votos da região.
A Corte do país decidiu no ano passado que Morales poderia concorrer a
um terceiro mandato porque sua primeira gestão havia precedido a nova
Constituição. Ele não disse, contudo, se pretende concorrer a um quarto
mandato, afirmando apenas que iria "respeitar a Constituição".
Para conseguir uma quarta vitória nas urnas, Morales precisaria manter o
atual controle de dois terços do Congresso e aprovar uma reforma
constitucional. A pesquisa do Ipsos, no entanto, indica que houve um
possível fracasso do partido Movimento Ao Socialismo em conquistar esse
quórum nas eleições gerais.