A BR-101 Norte, no trecho de mais de 20 quilômetros entre o bairro de Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, e a região central de Abreu e Lima, no Grande Recife, é a estrada dos buracos. De todo tipo, tamanho, largura e profundidade. Termo de compromisso firmado entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o governo de Pernambuco repassou a execução de obras na rodovia à esfera estadual. Em quatro meses, no entanto, nada se fez. A BR-101 padece com velhos problemas, flagrados pela reportagem e perpetuados pelo descaso do poder público.
O giro do Jornal do Commercio na manhã de ontem teve início na Muribeca, onde o canteiro central da pista virou depósito de lixo. Espalhados, os detritos invadem a pista. Bem perto dali, é um ferro-velho que quase rompe o limite do acostamento e toma o asfalto.
Os buracos saltam aos olhos. Não são um, dois, três, mas dezenas. Estão por toda parte. Enfeiam a paisagem, deixam o tráfego lento, danificam os carros, ameaçam ciclistas e pedestres, provocam acidentes.
Enquanto a reportagem flagrava as deficiências da BR-101, motoristas buzinavam aos montes para chamar atenção. Faziam sinal de negativo com o polegar e deixavam o registro de sua indignação. “Tem que mostrar essa vergonha”, disparou um idoso. “Tem que cobrar para ver se ajeitam essa porcaria”, esbravejou um caminhoneiro.
Mais adiante, na altura do Ibura, Zona Sul do Recife, restos de material de construção engolem o acostamento. No sentido contrário da pista, um buraco com mais de cinco metros de extensão afunda o asfalto. As fendas abertas no local dificultam o fluxo de veículos. Os congestionamentos são inevitáveis. Um cavalo transita pela beira da pista e amplifica o risco. “Uma pedra saltou de um buraco quando o caminhão passou e acabou de quebrar meu parabrisa. Olha o prejuízo”, gritou um carreteiro. Outro acrescentou que, entre os caminhoneiros, a BR-101 é conhecida como “quebra-carro”.
A falta de manutenção na vegetação do canteiro central também foi verificada ao longo do percurso. Sobretudo no Ibura e na Guabiraba, Zona Norte da capital, o mato passa de dois metros de altura e prejudica a visualização das placas indicativas de retorno e quilometragem, algumas delas pichadas.
Fonte: NE 10
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