O desenvolvimento de uma região, ao contrário do que se pensa, não está atrelado a atração de indústrias. Esse conceito está mais para crescimento econômico. Visando estruturar a cidade para encarar o boom de investimentos que estão sendo anunciados, a Agência de Desenvolvimento de Goiana articula uma política de incentivo a produção de orgânicos. Para isso, será implantado no município o modelo adotado por Glória do Goitá, considerada referência, em parceria com a Associação de Produtores de Orgânicos e o Instituto de Cooperativa Econômica da Itália.
A comunidade do Engenho Ubu foi escolhida para o projeto piloto. O desafio, agora, é conseguir parceiros para financiar os projetos, que têm investimento inicial de R$ 300 mil. Os projetos serão apresentados ao BNDES, Banco do Nordeste e Banco do Brasil. A proposta é escoar a produção para os refeitórios da Fiat, Vivix e Hemobrás e levar feiras de orgânicos para as empresas.
O alimento será fornecido sem a interferência de atravessadores, o que torna a atividade mais viável e rentável para as 20 famílias contempladas pelo projeto
E as ações?
Um novo estudo sócio-econômico está sendo executado pela Ceplan, Diagonal e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico municípios do território estratégico do polo automotivo. A meta é estabelecer cenários futuros dos impactos e criar um plano de gestão. O problema é que nem só de planos vive um município, principalmente Goiana, que já foi objeto de milhares de estudos.
