Os modelos e focos de agências estaduais e municipais de desenvolvimento precisam ser rediscutidos, já que na maioria dos casos o formato é bem ultrapassado. Isso porque não existe a possibilidade de se desenvolver sustentavelmente uma região pensando apenas em atrair novos empreendimentos. Se as gestões das agências não inverterem os olhares para perceber que essa missão só terá sucesso se o desenvolvimento local for priorizado, estão fadadas ao fracasso.
Por outro lado, no caso de Pernambuco, o que o Governo tem feito para trabalhar essa questão? Lançar os instrumentos, os recursos e jogar as indústrias nas localidades não faz com que sua responsabilidade seja cumprida. É imprescindível conscientizar os prefeitos sobre esse processo de transformação que pode, inclusive, ser a saída para as crises enfrentadas pelas prefeituras. Para manter uma agência o município tem que dispor mensalmente de R$ 80 mil, fora os investimentos. Ou seja, não é um negócio para toda cidade.
Na Mata Norte, a Agência de Desenvolvimento de Goiana é referência e pode, inclusive, tornar-se um órgão de atuação regional
Fonte: Folha PE
